segunda-feira, 18 de abril de 2011

Necessidade básica


Tem gente que pensa que eu não faço mais nada da vida, só sexo. Ula-lá, quem me dera! Infelizmente, nosso sistema biológico tem outras necessidades básicas as quais não podemos negligenciar. Mas sim, eu acho que tudo gira em torno de sexo. E que ele está por trás de todas as outras questões de sobrevivência. Não penso que isso seja um problema, muito pelo contrário: o sexo nos transforma em seres humanos melhores. É por ele e com ele que deixamos de lado o egoísmo absoluto e pensamos no outro, nem que seja em usufruto próprio. A natureza não é perfeita.

Os homens, por exemplo, têm 20 vezes mais volume de testosterona, o hormônio que rege os impulsos sexuais, do que nós mulheres. É um dado estatístico. Ou seja, se você pensa em sexo uma vez por dia, eles pensam quase uma vez por hora. Tudo bem que nós pensamos neles uma vez a cada minuto, talvez seja por isso, sim, só pode ser por este motivo que não nos sobra tempo para pensar em mais nada. Eles focam em sexo; nós, em maneiras de atraí-los e satisfazê-los. A natureza é sábia.

Mulher não toma banho: se transforma. É um ritual de passagem delicioso, relaxante, revigorante, é um artifício que você usa para quê? Para modificar o seu cheiro pessoal e único e substituí-lo por outro que foi propagandeado como mais cheiroso e agradável para eles. A indústria de cosméticos gasta milhões em pesquisa para desenvolver perfumes que se assemelhem ao nosso cheiro natural e aticem os ferormônios. Pra quê? Não temos isso de graça? Tínhamos.

Estamos submersas em odores comprados. Talvez você não goste de lavanda, talvez menos ainda de rosa mosqueta. Mas passamos a acreditar que eles gostam. E sim, eles também passaram a acreditar nisso e nem sabem mais como é o cheiro verdadeiro de uma mulher. Espalhamos hidratante em cada milímetro das nossas curvas, acariciando a pele em movimentos circulares como num rito preparatório de endeusamento, de preferência na presença de um belo exemplar másculo, e exalamos um aroma de flor para quem? Eles nos querem flores, nós nos entregamos bouquet. Por quê? Sexo.

“Por que está cada vez mais raro encontrar um bom parceiro ou parceira, não para relacionamentos, mas para os jogos da cama?”

Atrair um homem requer sutileza. Sim, eu conheço a piadinha do "sutileza de um paquiderme". Estou falando de um homem de verdade, de pescar a essência dele, o olhar faminto, a narina pulsante, estou falando de cravar um anzol de aço na carne instintiva do macho que há nele, fazê-lo sentir-se bicho, primata, fazê-lo urrar por você, brigar por você, desejar você a partir das entranhas. Todas nós temos esse poder. E ele não está à venda nas vitrines. Está bem dentro de nós.

Um pavão não compra as suas belíssimas penas para encantar a sua fêmea. Ele usa as armas que tem. Nós estamos muito ligadas a artifícios exteriores e muito, muito pouco conectadas com nossa seiva-mulher. É claro que a moda e a maquiagem e todo o resto dos milhares de acessórios de beleza são invenções maravilhosamente importantes. Mas um importante que não deve ser imprescindível. Lembre-se, são acessórios. A essência está em você, a roupagem principal deve habitar em você. O que você tem vale mil vezes mais do que o que você pode comprar.

Sexo é muito mais do que um apanhado de regras e posições sexuais. Sexo é muito mais íntimo do que anda sendo. Por que está cada vez mais raro encontrar um bom parceiro ou parceira, não para relacionamentos, mas para os jogos da cama? Porque estamos massificados. Nossos cheiros, nossos paladares, nossos perfumes, até a nossa opinião sobre o que é belo ou feio é induzida. Nós nos desacostumamos a olhar para dentro e perguntar "Hei, mas o que eu penso sobre isso?". Nós nos desacostumamos a consultar os sentimentos, a nossa voz interior. Nossa intuição, então, é uma coitada relegada a último plano. Somos uma infinita reprodução de um ideal, de um estereótipo. E o que somos reflete na nossa entrega. O que somos atrai pares compatíveis. Como pode germinar um bom sexo num terreno de plástico? Adube-se. Revolva-se. Remexa-se. Repense as suas necessidades básicas. Repense-se.

O cheiro do sexo


Vamos combinar: a primeira pessoa que disse que "o que os olhos não vêem, o coração não sente", simplesmente não levou em conta o poder do cheiro. No BBB11, recentemente, Maria tirou a calcinha e provocou Maurício 'Mau Mau' sob o edredon. O moço ficou tão atordoado que precisou de um banho de água fria, literalmente, para se acalmar e resistir ao 'charme' da moça. Mais tarde confidenciou aos amigos: "Era um cheiro forte, cheiro de sexo!".

Apesar de valorizarmos a imagem mais que tudo, o odor natural da pele megadesperta o desejo e é um dos fatores principais para que a atração se estabeleça. O homem é o único animal que faz sexo para sentir prazer físico ou psicológico. É mais que uma questão de mera reprodução. A fêmea não precisa estar no cio e muito menos exalar feromônios para atrair a atenção do macho. Mesmo assim, na hora do sexo, o odor é um fator importante.

Ivan Avelino, 30 anos, analista de sistemas, acredita que cada pessoa deve aprender a conjugar o seu cheiro natural com o aroma do perfume. "Mesmo quando usam o mesmo produto, duas pessoas exalam odores diferentes", diz, comentando que uma essência bem escolhida pode contar muitos pontos. "Quando isso acontece, o cheiro não fica enjoativo e cria uma identidade que fica na sua cabeça: você sente no ar e já sabe que é aquela mulher".

Para Ivan, estar em sintonia com o perfume é ainda mais importante na hora do sexo: "Nesse momento você transpira mais, exala o odor natural do seu corpo. Quando a mulher está usando o perfume certo, a combinação é ótima. Além disso, não podemos esquecer do próprio cheiro do orgasmo".

Para o médico Carlos Mercês, um bom aroma excita e faz as pessoas ficarem mais abertas às emoções. Só que há um limite. "Incenso, vela aromática, isso tudo serve para preparar o clima. Mas na hora H, nada disso é necessário, porque você já está com a sua parceira. E o corpo dela tem um cheiro próprio, um quê de agridoce, que é delicioso e dispensa artifícios", confessa.

Íma natural

Carlos tem mesmo razão. Segundo o sexólogo Marcos Ribeiro, o cheiro natural é, por si só, um grande atrativo para o homem. Você deve estar se perguntando 'mas e aquele Channel nº 5?'. Sim, ele tem seu valor, mas por questões culturais. "Estamos numa sociedade que valoriza muito mais o cuidado da mulher que o do homem. Talvez, por isso, ela fique mais preocupada em se perfumar, como uma forma de atração para o outro", revela o sexólogo.

A funcionária pública Margareth Feital acredita que, até por uma questão hormonal, a mulher libera mais odor que o homem. "Quando começa a ficar úmida, preparada para o parceiro, ela naturalmente exala mais cheiro", diz, defendendo a tese de que toda mulher, além de se olhar no espelho, deve também se cheirar. "O cheiro do sexo tem que estar bom para atrair o parceiro e para gerar autoconfiança", acredita.

Sedução

Sofisticar o jogo de sedução com aromas e essências pode ser uma boa. Washington Luiz, estudante de Direito, já usou velas aromáticas e sais de banho para criar um clima especial. "Quando você usa esse tipo de artifício e dá tudo certo, você gera uma cumplicidade ainda maior", avalia o estudante. Mas a escolha dos cheiros que farão parte da 'cena' amorosa não podem ser excessivos. Luiz conta que uma namorada tinha o hábito de passar desodorante lá - é, lá mesmo onde você está pensando. "Era uma fragrância doce e forte, que ficava impregnada e minava o tesão. Péssimo pra fazer sexo oral", lembra.

Marcos Ribeiro comenta que os cheiros artificiais (como perfumes, cremes e xampus) indicam apenas higiene. O cheiro natural é que desempenha um papel decisivo no sexo. "É uma questão química: o odor natural da pele desperta o desejo e faz com que a atração se estabeleça", explica, acrescentando que o cheiro traduz a essência da pessoa e até um pouco da sua história ou identidade. "Quando uma pessoa sente um cheiro, a sua memória afetiva vai logo buscar quem ele faz lembrar. E assim vem à tona todos os momentos de prazer e felicidade", afirma.

E, felicidade e prazer, vamos combinar, é tudo o que a gente quer!

Ruim com ele, pior sem ele?


É fato: nenhum relacionamento é perfeito 24 horas por dia, 365 dias por ano. Todo mundo tem seus momentos de estresse, de saco cheio e intolerância aos defeitos do outro. Conviver com outra pessoa não é fácil, mas, quando existe amor, tudo isso não tem a menor importância. O problema começa quando esse amor vira dependência. Claro que é muito confortável viver com uma pessoa que a gente já conhece e que nos conhece até pelo lado avesso, não é? Mesmo que a relação não seja lá um modelo de perfeição, encontrar alguém que nos complete é como ganhar na loteria: são poucos os felizardos e é dificílimo querer abrir mão do prêmio. Por isso, para algumas pessoas, declarar independência após o final do relacionamento pode ser pra lá de complicado. Afinal, será que existirá alguém melhor que seu antigo amor?

Cá entre nós, não há como negar que em todo final de romance sempre resta uma pontinha de esperança. Não dá para apagar de vez da memória todos os bons momentos vividos juntos. E são eles que ficam na cabeça de quem não consegue engolir uma separação. Pelo menos é o que diz a professora Patrícia Furtado. "Meu namoro foi bastante tumultuado, pois meu ex era bastante ciumento. Acabada a relação, eu sentia falta da nossa rotina, das coisas que a gente costumava fazer junto. Como a separação foi amigável, propus que ficássemos amigos e continuássemos saindo juntos. Eu ainda o amava e o que eu mais queria era continuar perto dele. Era ótimo, mas, ao mesmo tempo, eu sofria muito, pois sabia que, a qualquer momento, ele poderia conhecer outra pessoa e me deixar de lado. Fiquei grudada  durante uns seis meses, morrendo de ciúmes de todas as mulheres que cruzavam o caminho dele, até que eu vi que não tinha mais chance de reatar e resolvi tocar minha vida", conta ela.

É, mas há também aquelas separações que mais complicam do que aliviam um relacionamento sofrido. Há um ano e meio, a estudante Catarina Souto decidiu que era hora de dar um basta no namoro com Marcelo, com quem ficou durante sete meses. Por causa do gênio forte dele e dos ciúmes dela, a relação já estava há muito tempo indo para o brejo, embora eles se amassem loucamente. “A gente brigava feito cão e gato, mas não conseguia viver longe um do outro. Só que a relação estava se desgastando, porque toda semana tinha um quebra-pau, pelos mais variados motivos. Aí, um dia, falei que queria terminar, pois não agüentava mais tanto estresse”, relembra ela. Mas quem disse que eles conseguiram se separar? “Ficamos três meses sem nos falarmos, até que um encontro numa festa fez a gente acabar ficando junto. O resultado é uma amizade colorida, que se estende até hoje, com várias idas e vindas. A gente já percebeu que namoro não dá certo, mas não consegue ficar longe um do outro”, conta ela.

Diferenças

Não há como negar que, com o passar do tempo, os relacionamentos vão tomando formas diversas. Há aqueles que nem começam super-apaixonados, mas que passam a ter mais carinho, ciúme ou paixão. Outros fazem o caminho inverso: começam no maior fogo e vão esfriando aos poucos. E tem aqueles que ficam estáveis e os parceiros acabam se sentindo mais amigos do que amantes. Quem consegue manter a chama acesa por anos a fio, passando por cima de todas as diferenças e conflitos, parece ser exceção. “O mais incrível é que, hoje em dia, alguns relacionamentos se tornam uma sociedade financeira. Os parceiros não podem se separar porque, caso isso aconteça, os dois perdem o status ou o nível econômico desejado. Por essa e por outras razões, muitas vezes duas pessoas preferem ficar juntas a viver separadas”, comenta a psicanalista Beth Valentim, autora do livro “Essa Tal Felicidade” (Editora Elevação).

Cada pessoa enfrenta de uma forma a percepção de que o amor acabou. As inseguras, segundo Beth Valentim, preferem continuar com o outro apenas para dizer que têm alguém ao seu lado. Preferem até continuar infelizes, pois não têm coragem de assumir a vida com a liberdade que pode alcançar, soltando as amarras de um relacionamento doente. O mesmo acontece quando um dos parceiros é apaixonado e o outro nem tanto, pois já sentiu o desgaste do tempo. Enquanto isso, quem ainda sente amor faz de tudo para ficar ao lado do parceiro. É o caso da designer Luciane S., que perdeu o rumo quando seu casamento, que durou quatro anos, chegou ao fim. “Eu era apaixonada por ele, mas ele adorava sair com outras mulheres enquanto estávamos juntos. Todo mundo chamando a minha atenção para as puladas de cerca dele, mas eu sempre perdoava, pois não queria perdê-lo. O fim do casamento me deixou maluca. Eu o seguia de carro, tentava encontrá-lo nos lugares que eu sabia que ele freqüentava, queria vê-lo a todo custo. Infernizei a vida dele, porque o queria muito de volta e achava que não conseguia viver sem ele. Ele, claro, me repelindo. Até eu me tocar de que estava fazendo mal a mim mesma, levou um bom tempo”, relembra.

Recomeçar

Dar a volta por cima após o rompimento não é tarefa fácil para quem tem amor demais pelo parceiro. “As pessoas gostam de viver juntas, em comunidade. Têm medo de viver sozinhas. Por instinto, elas não querem se separar. Ao contrário, querem permanecer juntas, mas não resolvem questões que as fazem sofrer, pois deixaram passar muito tempo e as mágoas estão profundas. A idéia de separação fere esse instinto básico e essas pessoas ficam muito sofridas”, comenta Beth Valentim. A professora Patrícia Furtado concorda. “No começo dói muito, mas depois que a gente acorda dessa loucura de querer permanecer no caminho do outro é que percebe que todo o tempo investido poderia ter sido aproveitado de outra forma, até mesmo abrindo caminho para outra pessoa”, observa.

Desenvolver a auto-estima é fundamental para se livrar da dependência de um relacionamento falido. Por isso, nada de ficar parada em casa! Sair com os amigos, conhecer gente nova, fazer cursos, entrar numa academia ou até mesmo viajar podem ser uma ótima forma de mudar o foco do pensamento e das atitudes. Se ainda assim estiver difícil, vale a pena procurar ajuda de um psicoterapeuta, para trabalhar sentimentos como insegurança e esclarecer algumas questões íntimas. Até mesmo livros sobre relacionamento podem trazer diversas questões para refletir. Beth Valentim lembra que a espiritualidade também pode ser uma grande aliada. “A fé é um caminho que pode levar a pessoa a se encontrar, a refletir melhor. É importante estar perto de Deus nesses momentos. Você pode se surpreender”, diz a psicanalista.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Camisinha - jovens usam mais do que os cinquentões

Jovens entre 15 e 24 anos correspondem ao grupo com maior número de parceiros casuais. Entretanto são os que mais fazem uso de preservativo. Segundo a Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DSTs e AIDS na População Brasileira de 15 a 64 anos (PCAP - 2008) do Ministério da Saúde, 67,8% deles usaram camisinha em relações casuais e 30,7% com parceiros fixos.

"A parcela de jovens que não usa preservativo pode não ter acesso aos serviços de saúde ou não consegue negociar o uso da camisinha com o parceiro", esclarece Nara Vieira, assessora técnica do Ministério da Saúde do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais. "É preciso dar continuidade às políticas públicas voltadas para este grupo, a fim de favorecer o acesso ao preservativo e promover o seu uso", acrescenta.
Entre a população maior de 50 anos, o número de pessoas que fazem uso de preservativo em relações casuais é de 37,9%. Quando a relação é fixa, este número cai para 10%. E ainda de acordo com a pesquisa, os homens usam mais camisinha dos que as mulheres. "O preservativo feminino é menos utilizado do que o masculino. E por conta do machismo, as mulheres têm mais dificuldade na hora de negociar o uso da camisinha com o parceiro. Tivemos sim uma evolução da mulher na sociedade, ela passou a se preocupar mais com o corpo, mas a mudança com relação à proteção está relacionada à atitude. Dá trabalho, é algo histórico", comenta Nara Vieira.
Das 630 mil pessoas que têm o vírus HIV no país, 255 mil ainda não sabem que foram infectadas. "Isso não se deve à falta de cuidado com o corpo, mas sim de informação e de acesso ao diagnóstico. É necessário promover ações que conscientizem a população sobre a importância de se fazer os exames", diz Nara.

Expor a intimidade nas redes sociais

Na internet há diferentes maneiras de se expressar, principalmente através das redes sociais. Além da sua própria página, comunidades e outros perfis são as mais comuns. Nestes fóruns de discussões, os assuntos são diversos: namoro, trabalho, família, amigos e, claro, sexo. É comum encontrar pessoas que nunca se viram debatendo estes assuntos. Mas será que isso faz bem à imagem das pessoas envolvidas, principalmente das mulheres?Sobre a maneira como os homens buscam relações, a consultora amorosa, Adrianna Grannah, assegura: "Eles têm medo de assumir compromissos amorosos pelo simples fato de não centrarem a sua existência na vida a dois". Segundo ela, este papel é da mulher. Adrianna mantém uma página na internet, com espaço para contato e cursos.
A consultora amorosa garante que os homens preferem as mulheres mais tímidas, ou seja, aquelas que não expõem a sua intimidade em redes sociais. "Eles podem até achar irreverente ou engraçado, mas elas não servem para serem apresentadas às ‘santas mãezinhas’", supõe Adrianna.
"Eu não me envolveria com uma mulher que, por exemplo, falasse sobre sexo na internet, talvez por eu ser muito tímido. Mas todo homem gosta de falar essas bobagens. Eu conversaria, mas não a levaria a sério", admite o técnico em informática, José Dantas, 22 anos.
Adrianna Grannah é categórica ao afirmar que um homem pensa muito antes de apresentar uma mulher à sua mãe. "Mãe de homens são totalmente machistas, protetoras, zelosas e implicantes. Mulher alguma, neste planeta, está à altura de se relacionar com o seu filho".
Adriano Roberti, estudante de 22 anos, diz que não vê problema nesse comportamento: "É desagradável expor tanta intimidade. Não teria problemas em namorar uma mulher desinibida a esse ponto, mas pediria para que ela mudasse de comportamento e caso ela não atendesse, terminaria".
"Homens preferem namorar às mulheres mais tímidas. Elas se comportam com classe em qualquer ambiente, principalmente no familiar. Vestem-se com mais discrição. São ponderadas em suas ideias e projetos", revela a consultora amorosa.
Robson Ferreira, supervisor de vendas, 24 anos, afirma: "Muito me deixa feliz a mulher que consegue se expressar sobre sexo e assuntos relacionados. Quando falamos sobre esse assunto é mais fácil de descobrir tendências e preferências. Isso facilita muito até mesmo a comunicação de um casal na sua intimidade."
A consultora de relacionamento faz uma avaliação do ponto de vista masculino em relação às mulheres desinibidas: "Para sair, ter rolo ou ficar eles preferem as mais atiradas. Mas não vão apresentá-las à família, no máximo aos poucos conhecidos. Eles não terão o trabalho da conquista, pois os papéis serão invertidos". Robson opina: "Besteirinhas, desde que não sejam vulgares, valem para fazer com que o imaginário aflore e as fantasias possam ser realizadas".

Cinco sentidos na hora do sexo

Os cinco sentidos têm funções essenciais durante uma relação sexual. São eles os responsáveis pelo elo entre as sensações e a mente. Sem eles nada chegaria ao cérebro, o responsável pela decodificação destes estímulos.
"Definimos os sentidos como uma porta de comunicação do mundo exterior e o interior", revela Celso Marzano, urologista, terapeuta sexual e diretor do CEDES - SP (Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade). Cada imagem, cheiro, toque, som e gosto têm um significado para o nosso cérebro. "O ato sexual é basicamente uma atividade sensorial que utiliza os cinco sentidos", explica o profissional.
Segundo Celso Marzano, a pele é maior órgão sexual do ser humano. Isso porque nela sentimos dor, frio, calor e prazer. "O tato (toque e carinho) que a mulher interpreta como intimidade e o homem como preparo para o sexo libera ocitocina que é um mediador cerebral do prazer", elucida o especialista. Já os estímulos auditivos seriam mais eficientes nas mulheres, os murmúrios atiçam os receptores periféricos dos ouvidos. A voz da pessoa amada é como um poderoso estimulante.
Quando as pessoas dizem: "Tem que ter química", podem estar se referindo ao cheiro, uma vez que ele aproxima os casais. Outro fator importante está relacionado à degustação. "O beijo durante o ato sexual mantém o vínculo de excitação e intimidade entre os parceiros como se fosse um estímulo contínuo de prazer", garante o terapeuta.
A visão é o sentido mais complexo e sua função começa muito antes do sexo. É ela que analisa os requisitos físicos, decidindo se haverá ou não uma maior interação entre os casais. "Os órgãos sexuais não são considerados belos sob o ponto de vista estético, mas tornam-se atraentes e desejáveis na medida em que o sujeito é influenciado pela emoção e pela fantasia", justifica Marzano.
De acordo com o terapeuta sexual, é a paixão e o amor que estimulam todos os sentidos. Além disso, as fantasias sexuais, a sedução e até a aproximação física ajudam. Há momentos em que vários sentidos são utilizados ao mesmo tempo, no caso do sexo oral e do beijo, que empregam tato, paladar e olfato.
A relação sexual, segundo o terapeuta, "não começa no começo e nem termina no final": "O ‘antes do antes’ tem inicio com as posturas corporais ou expressões faciais que demonstram excitação, desejo e volúpia, onde as construções de fantasias eróticas aparecem e fazem com que homens e mulheres entrem com mais facilidade na relação sexual propriamente dita". "No ‘depois do depois’, ou seja, a manutenção do desejo, é demonstrada no aconchego, no ficar juntos, na intimidade e nas confidências", finaliza Marzano.

Manual para não morrer de amor

É praticamente impossível encontrar alguém que não tenha vivido uma história de amor marcada pelo sofrimento, pela ansiedade e pela angústia. Mas ter uma relação assim uma vez na vida é normal, o problema é quando isso é constante em todos os relacionamentos.
Há até quem acredite que esses sentimentos são normais e, por isso, ficam presas a relações que geram dor e não prazer. O psicólogo Walter Riso escreveu o livro Manual para não morrer de amor (Editora Planeta), com o objetivo de mostrar que é possível viver uma relação saudável, com o casal caminhando junto e sem que um anule o outro.Na publicação ele registra alguns dos problemas que transformam o amor em agonia e oferece uma série de princípios básicos de "sobrevivência afetiva". Cada capítulo do livro aborda uma situação-problema, e então o psicólogo explica como identificar e o que fazer. Segundo Riso, no amor saudável não há espaço para resignação nem martírio. "Faz sentido perseguir algo ou alguém que já fugiu do nosso controle?", questiona o autor, lembrando casos em que um dos membros do casal precisa se destruir para que o outro seja feliz. "Às vezes, na terapia, encontro casais tão incompatíveis que me pergunto como diabos foram ficar juntos. Será que estavam cegos? E a resposta é que, em certo sentido, estavam sim."
Riso enumera alguns ‘sintomas’ de relação destrutiva, vale ficar atenta nas situações e pensar que talvez seja a hora de dar uma virada na vida:
- Relacionar-se com uma pessoa que não lhe ama mais, mas insistir que pode reconquistá-la;
- Fazer tudo para tentar agradar seu companheiro, por medo de perdê-lo;
- Ter um amor mal curado que não consegue esquecer, mas, mesmo assim, sair em busca de outro;
- Viver um relacionamento frio e distante;
- Achar que está se relacionando com uma pessoa extremamente especial, acima do seu merecimento;

- Viver resolvendo os problemas da pessoa amada, mas esquecer-se dos próprios;
- Ter um parceiro muito mais novo ou muito mais velho e, apesar de estarem vivendo uma ótima relação atualmente, angustiar-se pelo futuro.

O livro tem preço sugerido de R$ 19,90.